#Resenha – Bibliotecas no Mundo Antigo

CASSON, Lionel. Bibliotecas no mundo antigo. Tradução de Cristina Antunes. São Paulo: Vestígio, 2018.

Capa do livro Bibliotecas no mundo antigo
#PraCegoVer: Capa do livro Bibliotecas no mundo antigo. Nela aparece a sala de uma biblioteca da Antiguidade com colunas decoradas. Ao fundo há uma estante onde homens procuram pergaminhos e a esquerda há uma mesa onde homens leem pergaminhos. Todos vestem túnicas coloridas.

Comprei esse livro por impulso por causa de uma promoção ótima da Amazon. Quando o livro chegou aqui em casa achei a capa bonita, mas o coloquei na pilha interminável de leituras pendentes. Por engano ele foi junto com alguns livros que levei pra estudar em Juazeiro (para quem chegou aqui agora, estou estudando na UFCA, então fico indo e vindo entre duas cidades) e, por isso, acabou se tornando uma leitura que fiz pra desopilar dos textos que estou lendo na pós-graduação. E olha, que ótima leitura ele se mostrou!

Lionel Casson (1914 – 2009) era professor emérito da Universidade de Nova Iorque. Sua especialidade era história marítima, mas ele também desenvolveu estudos sobre literatura grega. Ao longo de sua carreira, teve 23 livros publicados, além de trabalhos em outros formatos. Em 2005 foi agraciado pelo Archaeological Institute of America (Instituto Arqueológico da América) com a Gold Medal Award for Distinguished Archaeological Achievement que é um prêmio concedido aos pesquisadores que contribuíram de maneira notável para o desenvolvimento da arqueologia. Continuar lendo

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Ona Šimaitė: uma bibliotecária na Segunda Guerra

Ona Simaite, apie 1956 m. Paryzius.
Fotografia preto e branco de Ona Šimaitė. Fonte: Arquivos do Yad Vashem.

Nascida na Lituânia em 06 de janeiro de 1894, Ona Šimaitė trabalhava como bibliotecária na Universidade de Vilnius e usou seu posto como desculpa para realizar uma série de ações durante a Segunda Guerra Mundial que resultaram no salvamento de crianças e na preservação de importante patrimônio documental.

Ona ia aos portões do Gueto de Vilna quase que diariamente durante cerca de três anos e usava a desculpa esfarrapada de que pretendia recuperar livros da biblioteca universitária onde trabalhava que haviam sido emprestados a estudantes judeus a fim de entrar no gueto. Durante essas visitas, ela contrabandeava para dentro do gueto alimentos, correspondência e outros artigos de primeira necessidade, além de armas usadas para lutar contra os nazistas. Continuar lendo

E o aprovado na seleção foi… Capistrano de Abreu

Quando se fala em concurso para bibliotecário quem conhece um pouco da história da Biblioteconomia lembra logo de Manuel Bastos Tigre que é considerado o primeiro bibliotecário concursado no Brasil. Ele conseguiu isso ao defender uma tese sobre a Classificação Decimal de Dewey (CDD) e por meio dela obter o cargo de bibliotecário do Museu Nacional.

Entretanto, antes do curso de Biblioteconomia existir no Brasil, obviamente, já existiam bibliotecas no país e já existiam pessoas, em geral eruditos, que as administravam. Mas como eles eram escolhidos? Bem, normalmente eram indicados por alguém. Esse foi o caso do Ramiz Galvão cuja trajetória brilhante a frente da Biblioteca Nacional (BN) já foi contada aqui no blog. E foi justo durante a gestão dele que foi realizada a primeira seleção visando escolher alguém para ocupar o cargo de “bibliotecário”. Continuar lendo

Ramiz Galvão: breve biografia

Benjamin Franklin Ramiz Galvão nasceu no município de Rio Pardo, Rio Grande do Sul, em 16 de junho de 1846. Entretanto, ainda na infância mudou-se para o Rio de Janeiro, então capital do Império, e foi nessa cidade que realizou toda sua formação intelectual, tendo estudado no Colégio Pedro II, uma das mais tradicionais e antigas instituições de ensino do país.

Ramiz Galvão tinha uma formação ampla, característica da época, atuou como médico na Guerra do Paraguai, chegando inclusive a lecionar na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Além disso, lecionou grego, retórica, poética e literatura brasileira no Colégio Pedro II no período de 1869 – 1870. Tinha conhecimentos de filologia, oratória e era um biógrafo e bibliófilo apaixonado e dedicado aos livros. Continuar lendo

Uma análise sobre a Identidade da Biblioteconomia – Resenha

CARVALHO, Jonathas. Uma análise sobre a Identidade da Biblioteconomia: perspectivas históricas e objeto de estudo. 2 ed. Recife, PE, 2012.

Capa da 2. ed. do livro Uma análise sobre a Identidade da Biblioteconomia

O livro “Uma análise sobre a Identidade da Biblioteconomia: perspectivas históricas e objeto de estudo”, de autoria de Jonathas Luiz Carvalho Silva, é provocador. A obra, originada de dissertação, toca numa das questões mais negligenciadas pela Biblioteconomia: a construção da identidade biblioteconômica. Continuar lendo