Ona Šimaitė: uma bibliotecária na Segunda Guerra

Ona Simaite, apie 1956 m. Paryzius.
Fotografia preto e branco de Ona Šimaitė. Fonte: Arquivos do Yad Vashem.

Nascida na Lituânia em 06 de janeiro de 1894, Ona Šimaitė trabalhava como bibliotecária na Universidade de Vilnius e usou seu posto como desculpa para realizar uma série de ações durante a Segunda Guerra Mundial que resultaram no salvamento de crianças e na preservação de importante patrimônio documental.

Ona ia aos portões do Gueto de Vilna quase que diariamente durante cerca de três anos e usava a desculpa esfarrapada de que pretendia recuperar livros da biblioteca universitária onde trabalhava que haviam sido emprestados a estudantes judeus a fim de entrar no gueto. Durante essas visitas, ela contrabandeava para dentro do gueto alimentos, correspondência e outros artigos de primeira necessidade, além de armas usadas para lutar contra os nazistas. Continuar lendo

E o aprovado na seleção foi… Capistrano de Abreu

Quando se fala em concurso para bibliotecário quem conhece um pouco da história da Biblioteconomia lembra logo de Manuel Bastos Tigre que é considerado o primeiro bibliotecário concursado no Brasil. Ele conseguiu isso ao defender uma tese sobre a Classificação Decimal de Dewey (CDD) e por meio dela obter o cargo de bibliotecário do Museu Nacional.

Entretanto, antes do curso de Biblioteconomia existir no Brasil, obviamente, já existiam bibliotecas no país e já existiam pessoas, em geral eruditos, que as administravam. Mas como eles eram escolhidos? Bem, normalmente eram indicados por alguém. Esse foi o caso do Ramiz Galvão cuja trajetória brilhante a frente da Biblioteca Nacional (BN) já foi contada aqui no blog. E foi justo durante a gestão dele que foi realizada a primeira seleção visando escolher alguém para ocupar o cargo de “bibliotecário”. Continuar lendo

Ramiz Galvão: breve biografia

Benjamin Franklin Ramiz Galvão nasceu no município de Rio Pardo, Rio Grande do Sul, em 16 de junho de 1846. Entretanto, ainda na infância mudou-se para o Rio de Janeiro, então capital do Império, e foi nessa cidade que realizou toda sua formação intelectual, tendo estudado no Colégio Pedro II, uma das mais tradicionais e antigas instituições de ensino do país.

Ramiz Galvão tinha uma formação ampla, característica da época, atuou como médico na Guerra do Paraguai, chegando inclusive a lecionar na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Além disso, lecionou grego, retórica, poética e literatura brasileira no Colégio Pedro II no período de 1869 – 1870. Tinha conhecimentos de filologia, oratória e era um biógrafo e bibliófilo apaixonado e dedicado aos livros. Continuar lendo