#Resenha – Bibliotecas no Mundo Antigo

CASSON, Lionel. Bibliotecas no mundo antigo. Tradução de Cristina Antunes. São Paulo: Vestígio, 2018.

Capa do livro Bibliotecas no mundo antigo
#PraCegoVer: Capa do livro Bibliotecas no mundo antigo. Nela aparece a sala de uma biblioteca da Antiguidade com colunas decoradas. Ao fundo há uma estante onde homens procuram pergaminhos e a esquerda há uma mesa onde homens leem pergaminhos. Todos vestem túnicas coloridas.

Comprei esse livro por impulso por causa de uma promoção ótima da Amazon. Quando o livro chegou aqui em casa achei a capa bonita, mas o coloquei na pilha interminável de leituras pendentes. Por engano ele foi junto com alguns livros que levei pra estudar em Juazeiro (para quem chegou aqui agora, estou estudando na UFCA, então fico indo e vindo entre duas cidades) e, por isso, acabou se tornando uma leitura que fiz pra desopilar dos textos que estou lendo na pós-graduação. E olha, que ótima leitura ele se mostrou!

Lionel Casson (1914 – 2009) era professor emérito da Universidade de Nova Iorque. Sua especialidade era história marítima, mas ele também desenvolveu estudos sobre literatura grega. Ao longo de sua carreira, teve 23 livros publicados, além de trabalhos em outros formatos. Em 2005 foi agraciado pelo Archaeological Institute of America (Instituto Arqueológico da América) com a Gold Medal Award for Distinguished Archaeological Achievement que é um prêmio concedido aos pesquisadores que contribuíram de maneira notável para o desenvolvimento da arqueologia.

Bibliotecas no mundo antigo, cuja primeira edição em língua inglesa data de 2001, foi seu último livro publicado e nele nos deparamos com um relato razoavelmente amplo e acessível da história das principais bibliotecas da Antiguidade, bem como comentários sobre algumas dessas instituições que não ficaram tão famosas.

O conteúdo da obra está dividido em nove capítulos cujo conteúdo se estende das coleções existentes no antigo Oriente Próximo até os primeiros anos da Idade Média. Além deles, há uma lista de abreviaturas, ilustrações em preto e branco, uma rica lista de notas e índice remissivo.

O fato do autor não abordar só a história das grandes bibliotecas do Mundo Antigo é um ponto muito positivo pra mim, pois gosto de conhecer esses fatos históricos tidos como marginais. Ademais, como existe uma quantidade razoável de produções sobre Alexandria, por exemplo, conhecer alguns detalhes sobre as tabuletas encontradas em Nippur e Hattusas acaba adquirindo uma importância diferenciada.

Outro ponto positivo foi o espaço dedicado as bibliotecas criadas pelo Império Romano. Os três capítulos a elas destinados trazem uma quantidade de informações bem significativa e ampliaram bastante meus conhecimentos sobre essas instituições.

Acredito que quem se interessa pela história do livro e das bibliotecas pode tirar muito proveito dessa obra. É uma leitura fácil de acompanhar e cuja realização, embora os capítulos estejam organizados cronologicamente, pode ser feita de maneira aleatória, ou seja, você pode ler os capítulos sobre as bibliotecas romanas e depois ler sobre Alexandria e Nínive, por exemplo, sem grandes prejuízos para compreensão do conteúdo. Enfim, para mim foi uma grata surpresa esbarrar com esse livro.

Até a próxima postagem! 🙂

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