Quem tem medo da Normalização?

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Medo de normalizar? A biblioteca pode te ajudar.

Talvez eu não devesse dizer isso em voz alta na internet porque os deuses sabem como isto aqui é terra inóspita, mas aqui vai: Eu ministro treinamentos de Normalização. Mais especificamente, treinamentos da famigerada ABNT.

Desde que entrei na referência, ministrar treinamentos – dentre eles, os da ABNT – é uma das atividades que realizo no meu trabalho. Essa prática me permite observar mais de perto alguns aspectos que vou comentar neste texto. Adianto que estes aspectos não são referentes apenas a norma em si, mas também sobre os usos e entendimentos que se fazem (ou não) dela.

O primeiro ponto é que muitos alunos confundem normalização com metodologia. Embora as duas coisas estejam relacionadas, elas são diferentes. Complementares, mas diferentes. Quando falamos da ABNT estamos falando de uma norma que trata da forma, da aparência do trabalho e não da elaboração de seu conteúdo. Pegar a norma da ABNT achando que ela vai atuar como uma “receita de tcc” é caminho pro desastre.

Falei de alunos anteriormente, mas existem professores que, na ânsia de fugir das responsabilidades de orientador, simplesmente dizem pros alunos “olhem na ABNT” como se a norma fosse o Oráculo de Delfos e tivesse respostas para tudo.

Outro ponto importante é acompanhar o site e o catálogo da ABNT para saber quais normas estão em vigor. Nada de ficar achando que a norma não muda nunca ou que ela muda todo semestre. Não é assim que funciona.

Aliás, sabiam que durante o processo de atualização de uma norma ela fica disponível para consulta pública? Que tal participar desse processo na próxima vez? 😉 Ter uma postura ativa em relação a normalização – seja sugerindo melhorias durante o processo de consulta pública, seja buscando aprender a norma – ajuda a utilizá-la com mais tranquilidade.

Normalização não é bicho de sete cabeças. Pode não ser a atividade mais divertida da produção acadêmica, mas, como muitas outras coisas, a facilidade em realizá-la advém da prática. Isso significa que se você está nos primeiros semestres do curso é importante participar de treinamentos sobre o tema, consultar a norma e outras ferramentas de auxílio nesse processo de aprendizado, assim, quando chegar a hora de normalizar sua monografia, por exemplo, a norma não será uma desconhecida assustadora. Você já conhecerá suas virtudes (padronização, suporte para pesquisas, auxiliar na garantia ao direito autoral e etc.) e suas lacunas (omissões, descompassos e etc.) e isso vai tornar o processo de normalização mais simples.

Por isso não precisa ter medo da normalização. Entenda seus pontos básicos, sua lógica e use as ferramentas de suporte (guias e manuais de normalização, gerenciadores e etc.) disponíveis. E se tiver dúvidas procure um/a bibliotecário/a para te ajuda no percurso.

 

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