História da Escrita – Resenha

FISCHER, Steven Roger. História da Escrita. São Paulo: Editora UNESP, 2009.

Capa do livro História da escrita
Capa do livro História da escrita

Steven Roger Fischer é o ex-diretor do Instituto de Línguas e Literaturas Polinesias de localizado em Auckland, Nova Zelândia. Dentre suas publicações estão os livros A History of Language, A History of Reading e Island at the End of the World: The Turbulent History of Easter Island. Aqui resenharemos o livro História da Escrita, A History of Writing no original em inglês.
O livro História da Escrita traz em suas 293 páginas amplo e significativo número de dados sobre os cerca de seis mil anos de desenvolvimento dessa que é uma das mais significativas invenções humanas. O autor discorre e questiona o entendimento tradicional que se tem acerca do que constitui uma escrita enquanto tal para, a partir disso, discorrer sobre as primeiras expressões gráficas usadas para representar o pensamento humano. Nesse ponto o autor trata dos registros com nós; dos entalhes; da pictografia; registro de contas dentre outros tipos de sinais. Além de tratar das fichas de argila, da fonetização e das primeiras tabuletas de argila.
Após discorrer sobre as primeiras (e desconhecidas do grande público) formas de escrita, o conteúdo do livro perpassa todas as principais escritas da Antiguidade até chegar ao alfabeto grego, copta e latim.
Um dos aspectos interessantes do livro é que o autor também dedica um espaço significativo para os processos de escrita da Ásia e das Américas. Isso lança um pouco de luz sobre culturas que nem sempre são contempladas em trabalhos sobre esse tema.
O advento e incorporação das tecnologias no processo de escrita está presente em todo o livro, mas esse processo também possui um capítulo próprio. No último capítulo, o autor traça um panorama das prováveis mudanças que ocorrerão nas formas de escrita usadas atualmente. Há também esclarecimentos quanto ao fato de que a escrita pode atuar como elemento de coerção e que em muitos momentos da história ela foi (é) usada com esse fim: dominar.
O livro traz ainda bibliografia e índice remissivo e conta, também, com bom número de imagens que contribuem para a compreensão do tema exposto. O conteúdo amplo dessa obra e que vai além das escritas mais famosas, com certeza, contribui para a construção de uma visão rica tanto de estudantes quanto de demais interessados no tema acerca dos processos históricos e evolutivos dessa que foi chamada, por Voltaire, de “pintura da voz”: a escrita.

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