Bibelôs de Biblioteconomia

Bibelô. Substantivo masculino com três sílabas e seis letras cujo significado é “objeto ou adorno utilizado para enfeitar móveis”. Alguns dicionários acrescentam “objeto irrelevante e de pouco valor” a esta definição. Mas como valor é algo subjetivo, a postagem de hoje é sobre essas pequenas fofuras que todos/as temos e adoramos. Não adianta negar, meu bem. Na verdade, este post é sobre um tipo específico de bibelô: aquele que tem a Biblioteconomia como tema. Continuar lendo

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#Resenha – Manual de Estudo de Usuários da Informação

CUNHA, Murilo Bastos da; AMARAL, Sueli Angelica do; DANTAS, Edmundo Brandão. Manual de estudo de usuários da informação. São Paulo: Atlas, 2015.

Na postagem de aniversário sobre Estudo de Usuários eu prometi resenhar o livro Manual de Estudo de Usuários da Informação. E como neste blog resenha prometida é resenha feita, eis a postagem de hoje.

O Manual de Estudo de Usuários da Informação é uma das publicações brasileiras mais recentes sobre o tema estudo de usuários. Na verdade, ele é o primeiro manual, escrito no Brasil, a abordar de maneira tão ampla essa temática. O livro é dividido em duas partes sendo a primeira dedicada aos aspectos históricos e teóricos sobre estudos de usuários e a segunda tem foco no uso desses estudos para o planejamento das ações de unidades de informação. Continuar lendo

Tem newsletter para você

Eu sou uma entusiasta da Web e das mídias sociais, pois acredito que esses recursos oferecem muitas novas (ou não tão novas assim) possibilidades para as bibliotecas e bibliotecários/as. Mas eu também sou a pessoa que não tem mais WhatsApp e que ficou mais de um ano ininterrupto sem Facebook.

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Você tem uma nova mensagem. Fonte: Adaptado de Pixabay.

Nesse período acabei me aproximando de recursos informacionais que eu não utilizava tanto. Foi uma experiência bem interessante e enriquecedora porque se eu quisesse me manter atualizada, independente de ser uma atualização sobre Biblioteconomia ou outros assuntos, eu não podia mais contar com o feed do Facebook e muito menos com os grupos de WhatsApp.

Acabei incorporando alguns recursos a minha rotina de consumo informacional e o que mais passei a utilizar foram as newsletters. Para quem não conhece, a newsletter é um tipo de e-mail informativo enviado com certa regularidade. Essa é uma ferramenta muito usada para enviar propaganda, mas nos últimos 3 ou 4 anos cresceu o número de pessoas e instituições que a utilizam para compartilhar os mais variados tipos de assuntos. Continuar lendo

Onde vivem os livros de Biblioteconomia?

Eu tenho uma lista infinita de livros que quero ler e uma lista bem mais modesta de livros que quero comprar. Obviamente alguns desses títulos são livros de Biblioteconomia e, ás vezes, é bem difícil conseguir um exemplar, especialmente de edições em português. Nossa área publica pouco e as reedições são coisa rara. Por isso, cuide bem dos seus exemplares.

Se você procura livros em formato digital – PDF, pra ser mais específica – o Portal do Livro Aberto e o site da Abecin são opções. No primeiro você encontra livros sobre Gestão da Informação, Ciência da Informação, Representação, Tecnologia da Informação, dentre outros temas. Já no site da Abecin é possível fazer o download da Coleção Palavra-Chave. Não sabe que livros integram essa coleção? Que tal o Sociedade e Biblioteconomia, do Almeida Junior e/ou Serviços de Referência & Informação, da Nice Figueiredo? 😉 No site da Febab também é possível fazer download de algumas obras. Continuar lendo

#BiblioTermos – Periódicos Científicos

Também denominado de journal, learned journal, primary journal e scholarly journal, o periódico científico surgiu no século XVII em um momento de transformação do meio científico, pois foi nessa época que evidências baseadas na observação passaram a ser exigidas a fim de se comprovar o conhecimento científico.

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Capa da 1ª edição do Journal des Sçavans. Fonte: Wikimedia Commons

O primeiro periódico científico foi o Journal des Sçavans, posteriormente nomeado de Journal des Savants, cujo primeiro número foi publicado em 5 de janeiro de  1665. Aproximadamente três meses depois foi lançado o Philosophical Transactions, pela Royal Society of London for Improving Natural Knowledge (FACHIN; HILLESHEIM, 2006). Apesar de ambos serem considerados periódicos científicos havia uma diferença no tipo de conteúdo. O Journal des Sçavans, além de divulgar experiências, publicava obituários e resumos de livros, enquanto o Philosophical Transactions tinha seu conteúdo formado exclusivamente por relatos de experiências científicas (MUELLER, 2000). Continuar lendo

Desejos de Ano Novo

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Que eu seja uma bibliotecária melhor. Estou no processo, mas ainda falta muito.

Que cresça o número de colegas bibliotecários/as que erguem a voz contra a censura, a lgbtfobia, o racismo, o machismo e outras formas de preconceito. Vocês são incríveis! Obrigada por me inspirarem.

Que nesse novo ano as pessoas parem de chamar “preconceito” de “opinião”. Não é “apenas uma opinião” se suas palavras e atos ajudam a sustentar estruturas que roubam dignidade e perpetuam violência.

Que a gente comece a construir uma relação mais saudável com a leitura.

Que a Biblioteconomia encare o novo (e o antigo) com criticidade e de modo equilibrado.

Que alguns títulos de Biblioteconomia que estão esgotados sejam relançados. 😀

E, se possível, que este bloguinho, mantido por um grão de areia, continue crescendo, se espalhando e sendo útil. Nos vemos em 2018. Boas Festas!

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Biblioteconomia e mídias sociais: algumas considerações

Eis que finalmente chegamos a postagem mais aguardada, ao tema mais votado na eleição de aniversário, ao queridinho das multidões: Biblioteconomia e mídias sociais. Adianto que talvez – certeza absoluta, na verdade – este post não corresponda as expectativas de vocês.

Amo mídias sociais e sou uma entusiasta do uso dessas ferramentas pelas unidades de informação de uma maneira geral e pelas bibliotecas em particular. Acredito que estes espaços são ótimas oportunidades para ampliarmos a visibilidade e o alcance de nossas ações. E quando falo em alcance não estou pensando no número de likes, mas sim nas opções de serviços que podem ser criados fazendo uso dessas ferramentas. Continuar lendo