Sudoku na biblioteca

Amei essa foto postada no Instagram pela Brooklyn Public Library. Os amantes de jogos de raciocínio lógico, especialmente sudoku, devem ter curtido também.

sudoku
Vamos jogar!

Quem tem medo da Normalização?

fear-1172407_640
Medo de normalizar? A biblioteca pode te ajudar.

Talvez eu não devesse dizer isso em voz alta na internet porque os deuses sabem como isto aqui é terra inóspita, mas aqui vai: Eu ministro treinamentos de Normalização. Mais especificamente, treinamentos da famigerada ABNT.

Desde que entrei na referência, ministrar treinamentos – dentre eles, os da ABNT – é uma das atividades que realizo no meu trabalho. Essa prática me permite observar mais de perto alguns aspectos que vou comentar neste texto. Adianto que estes aspectos não são referentes apenas a norma em si, mas também sobre os usos e entendimentos que se fazem (ou não) dela. Continuar lendo

Quantas escritoras estão no seu catálogo?

E se uma pessoa chegasse hoje, agora, nesse exato minuto, na biblioteca onde você trabalha procurando livros escritos por mulheres? De quantas escritoras diferentes você teria obras para oferecer? Quão variados seriam os temas e gêneros dessas obras? Quão diverso seria o perfil dessas escritoras?

Sim, porque se tem uma coisa que nós, mulheres, não somos é pasteurizadas, homogêneas, portanto, nossa escrita também não é pasteurizada, homogênea. Assim como nós, ela é plural. Assim como ela, o acervo das bibliotecas também deve(ria) ser.

Me peguei pensando nisso dia desses e resolvi compartilhar esse questionamento com vocês. E aí, quantas?

Clubes de assinatura de livros

still-life-1037376_640
Até o ursinho gosta de ler

Alguns dizem que eles são uma nova roupagem do clássico círculo do livro. Talvez sejam mesmo. O fato é que nos últimos dois anos a quantidade de clubes de assinatura de livros vem crescendo. A proposta é simples, você paga uma assinatura e recebe, todos os meses, na sua casa um (ou mais) livro surpresa. Dependendo do clube, os livros enviados podem ser acompanhados de algum mimo relacionado a obra. Continuar lendo

#Resenha – Eu amo bibliotecas

BORGES, Iris. Eu amo bibliotecas. São Paulo: Instituto Callis, 2009.

Não é novidade bibliotecas servirem como cenário e/ou inspiração para narrativas literárias. A leitura, especialmente a de livros, é comumente a associado a magia e ao encantamento. Sendo as bibliotecas o mais antigo abrigo dos livros já era de se esperar que a mágica associada ao segundo desaguasse também no primeiro.

Esse é o caso do livro infantil Eu amo bibliotecas, escrito por Iris Borges. Esse livro narra, em primeira pessoa, a relação de uma menina com a biblioteca localizada nas proximidades de sua casa.

amo
Capa do livro Eu amo bibliotecas.

A pequena narradora conta o que gosta de fazer quando vai a biblioteca. Ela é observadora e uma das coisas que mais chama sua atenção é o comportamento da bibliotecária. Nesse ponto, ela descreve de maneira simples, óbvio, as principais atividades exercidas por essa profissional. No livro aparece o atendimento ao público, o processo técnico (tem até foto de um fichário antigo), a realização de atividades culturais diversas na biblioteca. E tudo isso é associado a figura da bibliotecária pela menina. Que baita propaganda positiva da nossa profissão!

Ao final do livro, há um pequeno texto falando um pouco sobre a importância das bibliotecas e sobre os/as bibliotecários/as. Esse é um livro para leitores que já tem um certo nível de leitura. A faixa etária recomendada é de 5-8 anos. As ilustrações são criativas e o acabamento é excelente.

Amei o modo como a biblioteca, a bibliotecária e, indiretamente, a biblioteconomia, são representados nessa obra. 🙂 ❤ E vocês, conhecem outros livros infantis em que a biblioteca e/ou bibliotecários/as são representados de um jeito tão legal?

Dicas sobre a Bienal do Ceará – 2017

Oi!

Se você é bibliotecário (ou não) e vai passar pela Bienal do Livro do Ceará em 2017 não esqueça de visitar o stand do Conselho de Biblioteconomia (CRB) e da Associação de Bibliotecários do Ceará (ABC). Além de prestigiar os colegas tem marca páginas lindos e uma programação com ótimas atividades. A Associação de Arquivistas do Estado do Ceará (ARQUIVE-CE) também está com stand na Bienal e vale a visita.

O stand da ABC/CRB vai ter uma série de atrações. No dia 18 de abril vai ter a palestra Possibilidades de uma biblioteca tecnológica com o Profº Hamilton Tabosa, no horário de 20h. Na quinta, dia 20 às 18h, tem o lançamento do livro Tópicos em Biblioteconomia e Ciência da Informação: Epistemologia, Política e Educação, do Profº Jonathas Carvalho. No sábado (22) às 10h vai ter a palestra Diálogo e práticas de conservação de documentos arquivísticos, com Roberto Moreira Chaves.

Além dessas atividades vai ter palestra sobre empreendedorismo, contação de histórias e atividades sobre RPG na biblioteca.

Durante a Bienal também vai acontecer o VIII Encontro de Bibliotecas Públicas Municipais e III Encontro de Bibliotecas Comunitárias do Sistema Estadual e Bibliotecas Públicas do Ceará. Para esse evento precisava fazer inscrição previamente e não sei se será possível se inscrever no local.

Ainda na vibe da postagem sobre o #LeiaMulheres, Paulina Chiziane, Conceição Evaristo, Marina Colasanti e mais uma dúzia de escritoras incríveis vão marcar presença na Bienal deste ano. Por favor, vão prestigiá-las porque elas são maravilhosas! Frei Beto também participará de uma das mesas. Ah, e claro, também tem a feira de livros e uma feira só com cordéis e outros produtos ligados a cultura popular.

Nos vemos lá!

Lendo mulheres

Pouco mais de um ano atrás eu estava tranquilamente navegando na internet quando me deparei pela primeira vez com a hashtag Leia Mulheres (#leiamulheres) e todo movimento que existe por trás dela. Fiquei curiosa e comecei a acompanhar alguns comentários e textos explicando do que se tratava.

Para quem não conhece, o Leia Mulheres começou em 2014 quando a escritora e ilustradora Joana Walsh criou a hashtag #readwomen2014 para incentivar a leitura de obras escritas por mulheres. No Brasil, Juliana Gomes, Juliana Leuenroth e Michelle Henriques decidiram transformar a ideia em um clube de leitura com encontros mensais. Mas adivinhem só?! A ideia deu tão certo que virou um projeto com site, parcerias (a mais recente foi com a Garimpo Clube do Livro o que permitiu criar uma versão do clube para assinantes) e encontros espalhados por cidades de 20 estados brasileiros e contando. Continuar lendo